Roxinha Lisboa: Como uma Alagoana Transforma o Cotidiano em Arte Popular
Roxinha Lisboa: Como uma Alagoana Transforma o Cotidiano em
Do Sertão de Alagoas vem uma história de transformação: Maria José — mais conhecida como Roxinha Lisboa — transforma o que vê ao seu redor em arte popular vibrante e emocionante.

Nascida em Lagoa de Pedra, no município de Pão de Açúcar (AL), Roxinha só começou a criar sua arte seriamente aos 5
“Quando eu era mais nova, eu sofria fazendo trabalho pesado. Primeiro na roça, depois varrendo as ruas, depois quebrando pedras para calçamento. As pedras que eu quebrava — agora eu pinto.” FTCMag

De Começos Simples a Telas Coloridas
Sua jornada artística na verdade começou como uma espécie de brincadeira entre ela e o marido: esboços e rabiscos apenas para passar o tempo e lidar com a saudade — a filha havia se mudado. Logo o marido a encorajou: “Se você quiser, continue — porque você sabe desenhar.” FTCMag
Seus temas são tirados diretamente da vida no Sertão: cenas inspiradas pela memória, pela paixão, pelas novelas de televisão. Uma de suas peças relembra um casamento de O Cravo e a Rosa pintado na carcaça de uma antiga TV CRT. Outra reflete histórias de Malhação. São momentos românticos, o cotidiano, a alegria e a luta familiar — tudo se misturando em sua obra de arte. FTCMag
Uma Casa Que Também É Seu Ateliê
A casa de Roxinha no Sertão se tornou algo imperdível: parte ateliê, parte galeria. Lá, ela pinta em paredes, pedras, madeira de demolição — qualquer coisa em que possa colocar cor. Sua paleta é ousada. Suas linhas são espontâneas. Há um senso de total liberdade no que ela faz. Hoje, aos 68 anos, ela diz que não está mais “apenas brincando” com tinta — ela entende que é uma artista. FTCMag
Ela já expôs pelo Brasil, ministrou workshops, e seu trabalho agora é procurado por galerias. As pessoas se conectam com a arte dela por causa da sua honestidade — a maneira como ela se inspira no que conhece e no que viveu. FTCMag
